PUC Minas desenvolve várias ações em apoio às vítimas de Brumadinho

A PUC Minas iniciou um conjunto de ações em apoio aos atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Por iniciativa da Reitoria da Universidade, foi instalada uma comissão multidisciplinar coordenada pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e formada por professores de várias áreas da Universidade para atendimento e apoio às vítimas da tragédia ocorrida em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, por meio de projetos de extensão. Em reunião com alguns professores, o reitor da PUC Minas e bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, professor Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, disse que as ações da Universidade serão desenvolvidas em conjunto com a comunidade e que elas vão permitir aos alunos da PUC Minas a possibilidade de atuar na área social, desenvolvendo o sentimento de solidariedade e de cidadania.

Entre as ações, a Universidade, a Arquidiocese de Belo Horizonte e a Defensoria Pública da União também assinaram termo de cooperação mútua para atendimento jurídico da Defensoria Pública da União à população de Brumadinho atingida pelo rompimento da barragem. O atendimento jurídico à população, a partir desta segunda-feira, 11 de fevereiro, será feito pelos defensores públicos em imóvel reformado e mobiliado pela PUC Minas e cedido gratuitamente à Universidade (por comodato) pela família do professor da PUC Minas Armindo dos Santos de Sousa Teodósio, do Programa de Pós-graduação em Administração e do Curso de Administração do Campus Betim. O atendimento jurídico da Defensoria Pública será neste imóvel localizado na Praça Paulo Alves Moreira, 57 (praça da rodoviária), no Centro de Brumadinho.

Atendimentos de emergência a animais atingidos pela lama estão sendo feitos no Centro de Estudos em Clínica e Cirurgia de Animais (Cecca), do CampusBetim. De acordo com o pró-reitor de Extensão, professor Wanderley Chieppe, a Proex também participa das ações pastorais da Arquidiocese de Belo Horizonte à população de Brumadinho, em projeto coordenado pelo professor Paulo Taitson, com a participação de estudantes de Teologia. Haverá também apoio sociopsicológico, com a atuação de professores e alunos de Psicologia e Serviço Social; ações de assistência à saúde, pelos cursos de Medicina, Enfermagem e Ciências Biológicas, verificando as necessidades da população para oferecer assistência in loco. O Curso de Ciências Biológicas também dará assistência aos pequenos produtores, mapeando perdas e o desenvolvimento de ações para retomar as condições de produção e da fonte de renda. Já o Curso de Comunicação criará um informativo com informações de interesse da comunidade. Haverá ainda a realização de assessoramento a grupos organizados, como o movimento Eu Luto, Brumadinho Vive, que tem a participação de professores da Universidade. “É importante a PUC Minas estar em Brumadinho, é uma Instituição confessional e comunitária, que tem o objetivo de contribuir com a sociedade. Os desafios são colocados e se transformam em campos de pesquisa e de extensão, que são desenvolvidos junto com e não para a população, de forma que ela identifique seus problemas e consiga tomar iniciativas em busca de sua autonomia e não fique sob a tutela de qualquer outro grupo”, observa o pró-reitor de Extensão.

Outra frente da Extensão da PUC Minas é uma parceria com o Programa Polos de Cidadania, da UFMG, que tem por objetivo o desenvolvimento de trabalhos que assegurem os direitos dos atingidos, assessorando essas pessoas nessa luta. 

Mobilização com a  comunidade    

Para unir esforços no sentido de auxiliar a comunidade de Brumadinho, representantes da PUC Minas se reuniram na cidade, no dia 7 de fevereiro, com Dom Vicente Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e bispo referencial do Vicariato Episcopal para a Ação Missionária no Vale do Paraopeba, e com o padre René Lopes, pároco da Paróquia São Sebastião. O grupo da PUC Minas também se reuniu na cidade com o Movimento Eu Luto, Brumadinho Vive, a fim de fazer um mapeamento de ações que a Universidade poderia desenvolver na região juntamente com a comunidade local, trabalhando a autonomia, centralidade e protagonismo dessas populações. Participaram da reunião o pró-reitor de Extensão, professor Wanderley Chieppe Felippe, o pró-reitor adjunto do Campus Betim, professor Eugenio Batista Leite, o professor Armindo Teodósio, e Fernanda Flaviana Martins, da Providens Ação Arquidiocesana. “Há muitas demandas e a PUC Minas quer atuar no longo prazo e no que a comunidade escolher”, reforça o professor Armindo Teodósio sobre a autonomia das comunidades e o papel da Universidade em desenvolver ações centradas nelas.

Desde a sexta-feira, 8 de fevereiro, o Vicariato para a Ação Social e Política (Veasp), da Arquidiocese de Belo Horizonte, centraliza também no imóvel cedido à Universidade, no Centro de Brumadinho, além da assistência jurídica, várias frentes de atuação, como amparo espiritual e social à população, como informa o padre René Lopes. Essas ações estavam centralizadas na Igreja Matriz de Brumadinho. O atendimento jurídico é uma das solicitações feitas pela população atingida à comissão Juntos por Brumadinho, integrada por Dom Vicente Ferreira e pelo padre René.

Fonte: Assessoria de Imprensa PUC Minas

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